Não me sei capaz de obras maiores. De dizeres mais eruditos ou escritos completos.
As intrincadas histórias, plenas de curvas e entroncamentos fascinam-me pela complexidade da sua trama assim como pelas vidas enredadas.
Estas vidas lidas parecem ter sempre existido em suspenso, aguardando apenas por quem as narrasse com detalhe realista.
As dores e alegrias careciam apenas do surgimento de um rigoroso escriba para que se manifestassem em toda a sua plenitude.
Vejo-me incapaz na presença dos maiores. Mitos e lendas que intimidam e fazem duvidar se viver é possível em concordância com a exigência da tarefa.
Reduzo-me à minúscula existência do bajulador. Do adorador incrédulo e do fã endeusante.
Também eu aspiro pelo Olimpo na minha insignificância. Se não sonhar de que serve existir?
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