Costas vergadas no amor de te transportar. Olhos enxutos na hora de te aconchegar.
São amores infindáveis e sonhos antecipados. Peito aberto e braços que se estreitam para te amar.
Sonolento e cansado na inocência de não saberes. Como é bela a ignorância do teu ser feliz!
Como me satisfaz ver-te ser. Este viver vicariante pleno de canseiras e alegrias desmesuradas pela simplicidade dos objectivos alcançados.
É dar-te os dias, os anos e o respirar para te ver medrar. Desistir do viver, olvidando quimeras, para te ver vencer.
Tudo se repete - e certamente compreenderás - tudo o que fiz no anseio de te amar.
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