Sinto-me assim alvoraçado, escorraçado da pessoa que fui quando te conheci.
Vejo o avolumar de responsabilidades, medidas pela rugas na tua fronte e as cãs no meu cabelo.
Não sei voltar aquele viver despreocupado, isolado do caos alheio e das imperiosas necessidades.
Não recordo mais o aroma do vento veranil e estou certo que a maresia não tem mais efeito em mim.
O imediatismo e as suas desconhecidas consequências excitam os átomos e os ânimos juvenis.
Observo nostálgico, enquanto vivo duas vezes, as trocas e alegres dizeres.
Tudo sempre será assim. Essa é a inevitabilidade perene da humana reprodução...
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