Perseguem-me as falsas memórias dos natais vividos à lareira, em espessas mantas recostado.
Os cheiros, os fartos sabores e o altisonante convívio carregavam a atmosfera de uma energia única.
As crianças brincando felizes nas suas corridas infinitas.
Os conventuais doces e a serena e não menos doce presença de todos nós.
Os disparates, os risos e até o gritar irritado dos mais velhos me alegra.
A ilusão vermelha e branca e a excitação dos presentes recebidos. Embrulhos rasgados por mãos curiosas e olhos esperançosos.
O sono que surge pesadamente como se de um cobertor demasiado grosseiro se tratasse, com o qual nos debatemos inexoravelmente.
A abastança do amanhã e os sabores de ontem. A felicidade de nos saber juntos num tempo que se esgota e que não voltará.
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