Tempo de sorrisos forçados e formalidades sociais de uma boçalidade exasperante.
Delicadezas, abraços e cumprimentos vazios de significância dúbia.
Presentes quimicamente adocicados e palavras derramadas instintivamente. Sem cognição, sem reflexão, sem sentimento e clareza.
Despedidas bem humoradas e alegres falsetes. Trocas de humores e presenteios obrigatórios bidirecionais.
Compulsoriamente feliz de faces imóveis. Compulsoriamente diferente quando todos os rostos se misturam na visão turva e medicamentosa experimentada.
A mesma alegria periodicamente imposta e não experienciada.
Como viver triste na felicidade alheia? Como remomerar noites de fantasia e amor quando só eu me importo?
Só eu me preencho e nada mais basta. Noites inteiras de solilóquios e minutos perenes.
Não há marketing que contegie um coração empedernido.
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