A cada palavra. A cada gesto teu. A cada menear desinteressado da tua essência.
Em cada interjeição solta entre ordinárias surpresas e descontidas gargalhadas.
Em todos os momentos. Em todos os segundos da tua existência e sua perene persistência.
Em todas as cúmplices vitórias alcançadas e nas derrotas inevitáveis.
Em cada alheia sentença e no seu feliz desfecho.
A cada desditoso ditame e nas suas funestas consequências não realizadas.
Em cada profecia arrevesada e na podridão invejosa de quem nos vê sorrir.
Sabes-me alheio às pérfidas intenções de quem medra com desentendimentos alheios.
O amor puro e desinteressado não deve nunca sucumbir à cupidez dos olhos perscrutantes.
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