Por favor, deixa me sentir-te. Conhecer-te os mais íntimos e recônditos vales e florestas tropicais.
Deixa-me imaginar-te, reduzido nos sentidos e de restantes apurados.
Deixa-me percorrer a imensidão desse deserto e morrer, assim mesmo, na opulência desse oásis.
Permite-me calcorrear-te, apoderar-me e saciar esta sede insana.
Deixa-me ensandecer na fartura e abastança dessa convidativa mesa.
Convida-me a entrar sem rodeios, abertamente dispensando falsos romantismos.
Dispõe claramente de mim e avança vitoriosa e sem hesitações.
Sequioso e inanido espero por ti, sonhando acordado, sentindo, no encontro ansiosamente aguardado, o cálido fluir da tua vida e o a paz dos músculos exauridos.
Comentários
Enviar um comentário