Meu amor, resta-me a enorme mágoa de te faltar.
A certeza do meu destino consome-me e diminui-me. Faz de mim pusilânime e de cisma fácil.
Retorno infinitas vezes aos momentos que não viveremos e imagino, de alma tragada, a falta de mim em ti.
Imagino que não serei mais. Que não mais afagarei a tua mão. Que de mim nada mais poderás contar.
Atroz sina a de ensinar verdes almas com a violência de perder. Com o ausência do acto conhecido e dos confortos assegurados.
Quem escreveria tal funesto argumento? A quem interessaria tão cruel final, se te vendo deus sorri?
Como explicar-te que morreria duas vezes para não te ver sofrer?
De que forma apresentar a história do meu desaparecimento à razao do meu surgir?
Deixo escrito para que me leias, sabendo que tive dúvidas. De tudo duvidei, excepto talvez da profundidade e dedicação do meu amor por ti.
Sabe que fiz o melhor, em lágrimas sumido, sabendo da sua insuficiência...
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