A dificuldade em experienciar prazer nos pequenos momentos do quotidiano, em busca de uma inalcançável e plena felicidade, impede os seres mais curiosos e extraordinários de viver uma existência plenamente realizada.
O intenso e ofuscante foco no que pode ser evita que vejam a beleza do que na realidade é.
A micro gestão impede-os de sentirem verdadeira e profundamente. Optam por racionalizar as interações, na sua cerebral procura pela santíssima perfeição.
Sentem dificuldade no abandono apaixonado e preferem a frieza calculista da utilidade.
Vivem sem nunca saber o quão vivaz são as cores desta paleta. Experimentam novos sabores com dificuldade e perdem-se nas rotinas assegurantes.
Estes seres, tão necessários ao equilíbrio terrestre, são por natureza tristes e meditabundos.
O seu destino é reconhecido na necessidade dos momentos.
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