Vivo preocupado com a constância. Perturba-me a incumprimento das certezas auto-impostas.
Dou demasiado importância à permanência rigorosa destas verdades universais construídas. Ofereço-me ao erro e enfureço-me.
O rigor e a permanência dos sentidos estabilizam-me. Necessito da estrutura e do vigor da imposição. Do viver paulatino e das consequências aguardadas.
A desconstrução dos hábitos adquiridos à força de pesadas cogitações encarniçam-me, quando não acompanhadas por aturadas e fundamentadas explicações.
Exigo saber. Conhecer as mecânicas do teu sentir e a razão do teu fazer. Quero ver locomover ossos, músculos e tecidos e o seu resultado final.
Não basta aludir breve e despreocupadamente vontades e desejos avulsos. Quero profundidade na análise e precisão na sua explanação.
Preciso de ordem neste caos divinamente criado.
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