Andamos toda uma vida escondidos, mascarados entre sorrisos, palmadinhas e momentos de amor efémero.
Está mais do que descrito em infindáveis pergaminhos. Tu és tu quando não te reconhecem. Quando o franzir do teu olhar os atemoriza.
Já sentiste a raiva brotante desmascarada. Observaste às claras os recônditos mais sombrios e fervilhantes da minha desesperança.
E tu, despida de fantasias, olhando incrédula. A incredulidade de saberes que sou capaz. A encenação crua, reveladora e auto-biográfica.
Clamo pelo afastamento, aproximando-me. Odeito-te violentamente, admirando-te.
Amo-te ternamente no isolamento despreocupado. Na leveza de não pensar. De não saber contar os pormenores matutinamente revelados e, ignorando, ser feliz.
Sou a estrela do mar
Só ele obedeço, só ele me conhece
Só ele sabe quem sou no principio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
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