De lés a lés. Sem te ter em conta. Ter-me apenas em conta. Viver uma história já escrita e não vivida.
Viver-te hoje desesperada e sofregamente. Esquecer os teus desejos, simultaneamente desejando sê-los.
Devorar o mundo com a sede de viver. Esquecer os quilómetros e as metronomias. Abraçar continentes e galgar mares revoltos.
Repousar em ti e esquecer. Adorar-te venerando as montanhas e os vales da tua fisionomia. Afogar-me sem piedade. Ver-te espraiando espasmódica, na pequena morte das paixões.
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