Destrui-te, meu amor. Implacavelmente limpei da tua cara a jovialidade e inocência que te tornavam bela.
Quis fazer de ti estoutro, covarde que sou. Fiz-te cínica e avisada nos argumentos. Ensinei-te a brandir a tua espada, golpeando impiedosamente à esquerda e à direita.
Arruinei-te, meu amor. Quis que fosses tu, sendo eu. Estúpidas ambições só alcance da alma pequena que me habita.
No caminho feito destrui-me, meu amor. Arruinei a ínfima possibilidade que o universo me apresentava de ser quem ansiava, desgastando-te.
Na há adesivo que una o que eu metodicamente desmembrei. Voltaria atrás hoje se possível fosse.
Ver-te-ia, apaixonado, com a alegria bailando nos teus olhos. O caminhar dançado me encantaria sobremaneira. Observaria, como se de um filme se tratasse, a rodagem do teu viver feliz e despreocupado.
Fiz-te sizuda e taciturna. Um bastaria para tal sina. Perdoa-me.
Comentários
Enviar um comentário